Elastano é a fibra elastomérica de poliuretano capaz de esticar mais de cinco vezes o seu comprimento original e recuperar quase totalmente. Foi desenvolvida por Joseph Shivers na DuPont em 1958 e lançada sob a marca LYCRA. É a fibra que tornou possível o vestuário justo e elástico que hoje se usa no dia a dia e no desporto.
Elastano (nome europeu), spandex (nome americano genérico) e LYCRA (marca registada) designam a mesma fibra. O elastano nunca é usado sozinho: entra em misturas de 1 a 20% com outras fibras (algodão, poliamida, viscose, poliéster) para acrescentar recuperação elástica. É comum em ganga elástica, vestuário desportivo, roupa interior e fatos de banho.
Em Portugal, o elastano é importado em fio de produtores como The LYCRA Company, Hyosung (Coreia) ou Asahi Kasei (Japão), e o cluster português concentra a malha, a tecelagem e a confecção: a Impetus em roupa interior, a Adalberto Textile Solutions em tinturaria e acabamentos de malhas técnicas e a Riopele em tecidos de multi-composição. Os preços indicativos em Portugal em 2026 vão de €6 a €15/m em misturas.
Nota: texteis.org é grupo de 80+ fábricas têxteis portuguesas com sede no Porto e Guimarães. LYCRA® é marca registada da The LYCRA Company; ROICA™ é marca da Asahi Kasei e creora® da Hyosung; nenhuma faz parte do nosso grupo. As fábricas PT nomeadas (Impetus, Adalberto Textile Solutions, Riopele) formam o cluster com o qual trabalhamos.
Pontos-chave
- Elastano (europeu), spandex (americano) e LYCRA (marca) são a mesma fibra elastomérica de poliuretano.
- Desenvolvida por Joseph Shivers na DuPont em 1958; a marca LYCRA pertence hoje à The LYCRA Company.
- Nunca usada sozinha: sempre em misturas de 1-20% com outras fibras.
- Composições habituais: ganga 1-5%, t-shirts justas 3-5%, vestuário desportivo 10-20%, fatos de banho 15-20%.
- Alternativas com menor impacto: ROICA V550 (Asahi Kasei), elastano degradável com certificação Cradle to Cradle, e LYCRA T400 EcoMade (cerca de 50% PET reciclado e 18% de base vegetal, segundo a marca).
- Cluster PT: Impetus (roupa interior), Adalberto (tinturaria e acabamentos bluesign®), Riopele (multi-composição).
- Preços indicativos em Portugal em 2026: algodão + elastano €6-9/m, poliamida + elastano €8-12/m, ganga elástica €8-14/m.
Tem um produto em mente? Indique o produto, a quantidade e o prazo, e a nossa equipa responde em 24 horas. Enviar briefing →
O Que é Elastano?
Elastano é uma fibra elastomérica de poliuretano composta por segmentos rígidos e flexíveis alternados, que lhe permitem esticar mais de cinco vezes o comprimento original e recuperar quase totalmente sem deformação permanente. Nenhuma fibra natural oferece este nível de recuperação elástica.
Joseph Shivers e a DuPont
Joseph Shivers, químico da DuPont, desenvolveu o elastano em 1958, e a fibra foi lançada comercialmente sob a marca LYCRA. Substituiu os fios de borracha usados até então em cintas, meias e fatos de banho por uma fibra sintética mais leve, com melhor recuperação e maior resistência ao suor e aos cosméticos.
The LYCRA Company e Invista
A DuPont vendeu o negócio de fibras Invista, que incluía a LYCRA, à Koch Industries em 2004. Desde 2019 a marca pertence à The LYCRA Company. Entre os outros produtores de elastano estão a Hyosung (creora®, Coreia) e a Asahi Kasei (ROICA™, Japão).
Precisa de ajuda a escolher a % de elastano? Fale connosco e devolvemos recomendação em 24 horas.
Que Composições se Usam em Cada Peça?
Ganga elástica
Algodão + elastano de 98/2 a 95/5 para um elástico subtil e confortável; perto de 93/7 para ganga muito elástica (jeans skinny). A qualidade do fio elástico pesa tanto como a percentagem.
T-shirts e camisaria justa
Algodão + elastano 95/5 ou 97/3 é a composição habitual em t-shirts justas. Em camisaria feminina, popelina com cerca de 3% de elastano.
Vestuário desportivo
Poliamida + elastano, por exemplo 85/15 ou 80/20, para leggings e tops; poliéster + elastano perto de 90/10 em peças desportivas de gama generalista. Em Portugal, a Adalberto Textile Solutions trabalha tinturaria e acabamentos de malhas técnicas para vestuário desportivo.
Fatos de banho e roupa interior
Poliamida + elastano perto de 80/20 em fatos de banho. Em roupa interior, entre 5 e 15% de elastano, conforme a compressão pretendida. A Impetus é uma referência portuguesa em roupa interior.
Elastano Sustentável
O elastano é uma das fibras mais difíceis de reciclar. Há alternativas com menor impacto: o ROICA V550 (Asahi Kasei) é apresentado como elastano degradável e tem certificação Cradle to Cradle (Material Health Gold); a LYCRA T400 EcoMade usa cerca de 50% de PET reciclado e 18% de matéria-prima de base vegetal, segundo a The LYCRA Company; o creora® eco-soft (Hyosung) fixa a temperaturas mais baixas, o que reduz a energia no acabamento. Para marcas com objectivos de sustentabilidade, a primeira recomendação continua a ser reduzir o elastano ao mínimo funcional.
Quer ver o cluster PT completo? Directório de 80+ fábricas por €39.
Que Fábricas PT?
Adalberto Textile Solutions
A Adalberto (bluesign® System Partner) trabalha tinturaria e acabamentos certificados, incluindo malhas técnicas com elastano para vestuário desportivo.
Impetus
A Impetus é uma referência portuguesa em roupa interior e trabalha malhas com elastano.
Riopele (Vila Nova de Famalicão, 1927)
A Riopele, fundada em 1927, é uma das tecelagens portuguesas de referência e trabalha tecidos de multi-composição, incluindo misturas com elastano.
Grátis: envie o briefing e colocamos a produção na fábrica certa do grupo, normalmente em 24 horas.
Cápsula de Citação: o cluster português de misturas com elastano inclui a Impetus em roupa interior, a Adalberto Textile Solutions (bluesign® System Partner) em tinturaria e acabamentos e a Riopele (Vila Nova de Famalicão, 1927) em tecidos de multi-composição. Preços indicativos em Portugal em 2026: €6-15/m.
Quanto Custa em Portugal 2026?
| Composição | % elastano | Preço PT €/m | Uso |
|---|---|---|---|
| Algodão + elastano | 3-5% | €6-9 | T-shirts justas |
| Ganga + elastano | 1-5% | €8-14 | Jeans |
| Poliamida + elastano | 15-20% | €8-12 | Vestuário desportivo |
| Viscose + elastano | 3-8% | €7-10 | Blusas e vestidos justos |
| PA + PES + elastano | 15-20% | €10-15 | Fatos de banho |
Fonte: texteis.org (2026). Preços indicativos por metro; confirme sempre com orçamento e amostra.
Antes de produção: ficha técnica pronta por €79 (veja o que está incluído).
Em resumo elastano (europeu), spandex (americano) e LYCRA (marca) são a mesma fibra elastomérica de poliuretano (Joseph Shivers, DuPont, 1958). Usa-se sempre em mistura, de 1 a 20%: ganga 1-5%, peças justas 3-5%, vestuário desportivo 10-20%, fatos de banho 15-20%. Cluster PT: Impetus (roupa interior), Adalberto (acabamentos bluesign®), Riopele (multi-composição). Preços indicativos em Portugal em 2026: €6-15/m.
Perguntas Frequentes
Elastano, spandex e Lycra: qual é a diferença?
São a mesma fibra com três nomes diferentes. Spandex é o nome genérico usado nos EUA; elastano é a designação europeia, a que aparece nas etiquetas de composição; LYCRA é a marca registada da The LYCRA Company, criada na DuPont. Todas designam a fibra elastomérica de poliuretano capaz de esticar mais de cinco vezes o seu comprimento e recuperar.
Qual a percentagem correcta de elastano numa composição?
Depende do uso. Ganga: 1-3% para um elástico subtil, até 5% para mais conforto e perto de 7% para ganga muito elástica. T-shirts justas: 3-5%. Vestuário desportivo: 10-20%. Roupa interior: 5-15%. Fatos de banho: 15-20%. Regra prática: a percentagem deve ser a mínima que resolve o problema concreto, porque mais elastano dá mais elasticidade mas também mais desgaste e menos estabilidade.
Elastano tem alternativa sustentável?
Existem alternativas, mas ainda pouco difundidas. O ROICA V550 (Asahi Kasei, Japão) é apresentado como elastano degradável e tem certificação Cradle to Cradle; a LYCRA T400 EcoMade usa cerca de 50% de PET reciclado e 18% de base vegetal, segundo a marca; o creora® eco-soft (Hyosung, Coreia) fixa a temperaturas mais baixas. Para marcas com objectivos de sustentabilidade, a primeira medida é reduzir o elastano ao mínimo funcional.
Portugal produz elastano?
Portugal não produz fibra de elastano. O fio é importado de produtores como The LYCRA Company, Hyosung (creora®) e Asahi Kasei (ROICA™). O cluster português concentra a malha, a tecelagem, a tinturaria e a confecção: a Impetus em roupa interior, a Adalberto Textile Solutions em tinturaria e acabamentos e a Riopele (1927) em tecidos de multi-composição.
Preços de tecidos com elastano em Portugal 2026?
O elastano entra em pequena percentagem, mas encarece o tecido e exige mais cuidado na produção. Valores indicativos: algodão + elastano 95/5 €6-9/m (peças justas), poliamida + elastano 85/15 €8-12/m (vestuário desportivo), viscose + elastano €7-10/m (blusas), ganga com 1-5% de elastano €8-14/m (jeans). Confirme sempre com orçamento e amostra.
Como Funciona o Elastano ao Nível da Fibra?
O elastano é um polímero de segmentos alternados: zonas rígidas que dão coesão e zonas flexíveis, enroladas sobre si mesmas em repouso, que se desenrolam quando a fibra é esticada e voltam a enrolar quando a tensão cessa. É esta alternância que permite alongamentos muito superiores aos de qualquer fibra natural com recuperação praticamente total.
Nunca aparece sozinho
Um fio de elastano puro tem toque desagradável, comporta-se mal ao tingir e degrada-se com facilidade. Por isso é sempre combinado, e a forma como é combinado altera o resultado tanto quanto a percentagem declarada na etiqueta.
Na forma mais comum, o fio de elastano é envolvido por um fio de outra fibra, ficando escondido no interior. A superfície do tecido é toda de algodão ou de poliamida e o elastano nunca toca na pele nem recebe corante, o que resolve simultaneamente conforto e solidez de cor. Numa alternativa mais económica, o filamento é simplesmente inserido entre os outros fios durante a malha, o que dá elasticidade a custo baixo mas com recuperação inferior e maior tendência a marcar.
Porque é que dois por cento chega
Isto surpreende quem vê a percentagem pela primeira vez. Como o elastano alonga várias vezes o seu comprimento, uma proporção muito pequena em peso é suficiente para transformar o comportamento de todo o tecido. Numa camisa, dois por cento eliminam a sensação de restrição no movimento sem alterar o aspecto. Numa legging, chega-se aos vinte por cento porque a peça tem de comprimir e recuperar de forma repetida.
O que faz o elastano falhar
Três coisas. O calor elevado, que degrada as zonas flexíveis do polímero, e é por isso que o secador quente é o inimigo de qualquer peça elástica. O cloro, que ataca a estrutura, e que explica por que motivo os fatos de banho usados em piscina se degradam mais depressa. E os óleos e cremes corporais, que se acumulam e reduzem a recuperação de forma permanente.
Precisa de malha com elastano para a próxima colecção? Diga-nos a peça, a percentagem pretendida e o volume: colocamos a produção na fábrica certa do grupo, normalmente em 24 horas.
Que Percentagem de Elastano Usar em Cada Peça?
| Peça | Percentagem típica | Objectivo |
|---|---|---|
| Camisa e blusa | 2-3% | Conforto no movimento, sem alterar o aspecto |
| T-shirt e malha leve | 3-5% | Recuperação da gola e da forma |
| Calça de alfaiataria | 2-4% | Evitar o saco no joelho |
| Ganga | 1-3% | Conforto sem perder o carácter da ganga |
| Legging e vestuário desportivo | 10-20% | Compressão e recuperação repetida |
| Fato de banho | 15-20% | Ajuste em molhado, resistência ao cloro |
Fonte: texteis.org (2026). Percentagens indicativas do mercado; confirme com amostra física.
Há duas armadilhas nesta tabela. A primeira é assumir que mais elastano dá melhor peça. Uma camisa com oito por cento de elastano perde o caimento que a fazia parecer uma camisa e passa a colar ao corpo de forma que o cliente não pediu. A percentagem deve ser a mínima que resolve o problema concreto.
A segunda é comparar percentagens entre construções diferentes. Numa malha, o próprio ponto já dá elasticidade e o elastano acrescenta sobretudo recuperação. Num tecido plano, não há elasticidade nenhuma na estrutura e o elastano é a única fonte de alongamento. A mesma percentagem produz sensações muito diferentes nos dois casos, e é por isso que a especificação tem de incluir sempre a construção, e não apenas a composição.
Sobre a ganga, uma nota específica: percentagens baixas de elastano funcionam bem, mas a recuperação depende muito da qualidade do fio elástico usado. É aqui que se distingue uma ganga que mantém a forma de uma que fica larga ao fim de um dia de uso, e a diferença de custo por metro é pequena face ao impacto na percepção da marca.
O Que Muda na Produção com Elastano?
Introduzir elastano numa construção altera praticamente todas as etapas a jusante, e uma fábrica que trate o tecido como se não tivesse elastano produz peças fora de medida.
Relaxamento antes do corte
Um tecido com elastano sai da produção sob tensão e continua a contrair depois. Se for cortado imediatamente, as peças encolhem na mesa e a produção sai pequena. A regra é deixar o tecido repousar aberto, sem tensão, durante pelo menos vinte e quatro horas antes de cortar. É a etapa mais frequentemente ignorada e a causa mais frequente de uma produção inteira fora de tolerância.
Corte com tensão controlada
Enrolar o tecido esticado na mesa produz peças que encolhem depois de cortadas. A colocação tem de ser feita sem puxar, e a pilha deve ser mais baixa do que num tecido estável.
Costura elástica
Uma costura rígida numa peça elástica parte quando a peça é esticada. As máquinas de corte e cose e as costuras de cobertura resolvem isto, e a linha usada tem de acompanhar o alongamento. É por esta razão que uma unidade de tecido plano não é substituível por uma unidade de malha, mesmo que a máquina pareça a mesma a quem olha de fora.
Temperaturas de acabamento
O calor excessivo na termofixação ou na secagem degrada o elastano de forma irreversível, e o efeito só aparece semanas depois, quando a peça deixa de recuperar. É um defeito difícil de atribuir e caro de resolver, e a única prevenção é trabalhar com unidades que dominam a fibra.
Etiquetagem
O elastano tem de constar da composição declarada. Além da obrigação legal, é informação que o consumidor usa: uma pessoa que reage a determinadas fibras, ou que evita elásticos por preferência, precisa de a ver. Arredondar percentagens para números redondos que não correspondem à realidade é uma não conformidade banal e evitável.
Que Problema Coloca o Elastano na Reciclagem?
Este é o ponto onde o elastano se torna incómodo e onde vale a pena ser directo, porque a legislação europeia caminha nesta direcção e as marcas vão ter de responder.
A reciclagem têxtil, tanto mecânica como química, funciona melhor com materiais de composição única. O elastano, mesmo em percentagens de dois ou três por cento, contamina o fluxo: nos processos mecânicos entope e degrada a qualidade da fibra recuperada, e nos processos químicos interfere com a dissolução selectiva do polímero alvo. Uma t-shirt de algodão com cinco por cento de elastano é, para efeitos práticos da maior parte da infraestrutura actual, bastante mais difícil de reciclar do que uma t-shirt de algodão puro.
O que isto implica para uma marca
Não implica eliminar o elastano, porque em muitas peças ele é funcionalmente necessário e a alternativa é uma peça pior. Implica usá-lo deliberadamente. Perguntar, para cada peça, se aquele elastano resolve um problema real ou se está ali por hábito. Muitas camisas e muitas calças levam elastano por convenção comercial e não por necessidade de conforto.
Implica também documentar. Com o Passaporte Digital de Produto previsto para os têxteis ao abrigo do Regulamento de Conceção Ecológica da União Europeia (ESPR), a composição vai deixar de ser um detalhe de etiqueta e passa a ser informação estruturada, acessível e comparável. Marcas com composições simples vão estar em melhor posição do que marcas com composições complexas acumuladas ao longo dos anos sem revisão.
Alternativas em desenvolvimento
Existem trabalhos em curso sobre fibras elásticas de base biológica e sobre processos de separação química que removem o elastano do resto do material. Nenhuma destas vias está hoje disponível à escala e ao preço que uma marca pequena consegue usar. Anunciá-las como solução presente seria desonesto; acompanhá-las e simplificar composições onde é possível é a atitude realista em 2026.
Antes de produção: ficha técnica pronta a enviar à fábrica por €79 por modelo (veja o que está incluído).
Como Prolongar a Vida de uma Peça com Elastano?
A esperança de vida de uma peça elástica depende muito mais do tratamento do que da percentagem declarada, e há cinco instruções que fazem quase toda a diferença. Vale a pena colocá-las na página de produto e não apenas na etiqueta interior.
Lavar a frio. Trinta graus é o suficiente para vestuário desportivo e roupa interior. Cada lavagem quente degrada uma parte das zonas flexíveis do polímero, e o efeito é cumulativo e irreversível.
Não usar secador quente. É o factor isolado que mais encurta a vida de uma legging ou de um fato de banho. Secar ao ar, longe de radiadores e de sol directo, multiplica a vida útil da peça.
Enxaguar depois de piscina. O cloro continua a atacar a fibra enquanto a peça estiver húmida. Um enxaguamento em água doce logo a seguir ao banho prolonga bastante a vida de um fato de banho.
Evitar amaciador. Acumula-se nas fibras, reduz a recuperação elástica e retém odor em vestuário desportivo. É uma das poucas situações em que o amaciador piora objectivamente o produto.
Alternar as peças. A fibra elástica recupera melhor quando descansa. Uma peça usada dois dias seguidos sem lavar mantém pior a forma do que a mesma peça alternada com outra, e este é um conselho que o cliente agradece porque nunca ninguém lho deu.
Uma marca que comunique estes cinco pontos de forma clara reduz devoluções por perda de forma, que são das mais difíceis de contestar, e constrói a percepção de que sabe do que fala. Numa categoria em que quase todas as marcas escrevem a mesma etiqueta genérica, é uma diferenciação barata.
Conclusão
Elastano é a fibra elastomérica de poliuretano que, desde a sua invenção na DuPont em 1958, mudou o vestuário justo e desportivo. Nunca é usada sozinha: entra em misturas de 1 a 20% com outras fibras para acrescentar recuperação elástica. Ganga 1-5%, t-shirts justas 3-5%, vestuário desportivo 10-20%, fatos de banho 15-20%.
A LYCRA, hoje da The LYCRA Company, é a marca mais conhecida. Alternativas com menor impacto (ROICA V550 degradável, LYCRA T400 EcoMade com conteúdo reciclado) existem, mas ainda com pouca escala.
Portugal não produz a fibra, mas concentra malha, tecelagem, acabamentos e confecção: a Impetus em roupa interior, a Adalberto Textile Solutions em tinturaria e acabamentos, a Riopele (1927) em multi-composição. Preços indicativos em Portugal em 2026: €6-15/m em misturas.
Somos grupo de 80+ fábricas têxteis portuguesas com sede no Porto e Guimarães. Trabalhamos com a Impetus (roupa interior), a Adalberto (tinturaria e acabamentos bluesign®) e a Riopele (multi-composição). Diga-nos o produto e a composição: colocamos a produção na fábrica certa do grupo, normalmente em 24 horas. Taxas fixas, sem comissões das fábricas.
Falar connosco Directório (€39)Ficha técnica pronta por €79. Veja o que está incluído.
Fontes
- The LYCRA Company: titular da marca LYCRA® e da LYCRA T400 EcoMade.
- creora® (Hyosung): elastano produzido na Coreia e noutros países.
- ROICA™ (Asahi Kasei): elastano, incluindo o ROICA V550 degradável.
- National Inventors Hall of Fame: Joseph C. Shivers e a invenção da LYCRA na DuPont.